Meu lugar é justamente este, que estou ocupando, um lugar solitário e egoísta, todos nós habitantes desse grande mundo do século XXI, somos isso, solitários e por conseqüência egoístas, e é ai que está o grande problema.
Não se fala mais em conversas nas calçadas, afinal o mundo está perigoso demais, será que eu lutei para manter este mundo em paz?A violência é conseqüência de uma sociedade mal projetada e mal estruturada, onde as divisões são desiguais e desumanas, o que gera fome, miséria e, sobretudo frustração em quem ficou com a parte menor do bolo, do bolo do capitalismo. E esta frustração, gera revolta, e a válvula de escapo muitas vezes usada é a violência, esta infelizmente não é um sistema refinado e projetado, onde se pode selecionar “honestos” de “desonestos”, os “que fazem o bem” dos “que não fazem o bem”, a válvula de escapo utilizada atinge ao que vem a frente, como um trator, consome o que aparece primeiro, onde se pode atingir os olhos que vêem, como os olhos que não viam. E mesmo sabendo de tudo isso, eu deixei que a violência fosse gerada, quando coloquei aquele político inadequado para sua função, ou ainda, quando não cobrei o que deveria cobrar… Ou ainda quando alimento este grande bolo, ele é bem doce, e eu posso provar dele, que nunca sacia minha fome, mas quem não pode?Porque pensar em quem não pode? É mais fácil pensar em si mesmo, afinal, somos solitários, nossa única companhia é um computador frio, cheio de fios, mas ele sim me completa, ele é quem é o meu próximo, tão falado nas escrituras, pelo menos eu o trato como tal, a ele e ao seu sistema, veloz, rápido e eficaz. Preciso de rapidez, e não de companhia, não é? Companhia encontro nos bate-papos, nos msn’s, nos orkut’s, sei que são falsas companhias, mas suprem minha pequena necessidade do outro, porque a única necessidade que foi reduzida em mim, neste bolo, foi a necessidade do outro,porque todas as outras foram dilatadas, ao ponto de não ter um limite, o que é mesmo limite? O que é mesmo ética? Nesta sociedade atual, todos estes pontos tornam-se desconhecidos, moral, respeito, valores, são quase almas penadas negras que sobrevoam levemente ameaçando o crescimento da grande maquina, ameaçando a “evolução”… Evoluimos? Ou voltamos a ser como na era das cavernas, onde não havia lei, a lei era a força, hoje a lei é o dinheiro, quem vende mais, quem compra mais, esta é a lei, esta é a ética. Todo este discursso é muito interessante, nas rodas de conversa, nossa! Falar de solidariedade, de valores, de moral, é muito legal, mas quando saio, tomo uma coca gelada e volto a ser mais um tijolinho na construção desta maquina potente, é muito fácil falar que queremos um mundo novo, uma nova geração, uma nova revolução. É muito fácil esperar pelo outros, os outros fazerem a nova revolução, eu aplaudiria, mas as minhas mãos meus caros, não foram feitas para aplaudir, mas para trabalhar. Somente uma revolução maior do que atual pode curá-la, uma revolução delicada e fatal, que começa nos nossos pequenos atos, saber o que se comprar, de quem se compra saber o que se come, se negar a comer o que faz mal a todos, aproveitar mais o mundo que ainda temos pensar não só em mim, mas na minha geração, mas na próxima, e na próxima, e na próxima…Não somos suficientes sozinhos, só quando tivermos um pensamento do tamanho da força deste sistema é que conseguiremos realmente nos evoluir e ai então poderemos sentar novamente na calçada e conversar com nossos amigos de carne e osso, e coração.
terça-feira, 1 de março de 2011
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