Amor de Quinta

domingo, 13 de março de 2011

História de Amor


Dizem que o amor cura tudo
Curaria ele o próprio amor?
Se assim for
Quero um pacote inteiro dele.

Chorar por amor não faz sentido
Se chora por desamor
Amor que não tem

Quem tem amor
Não chora
Por isso
Não choro

Doar corpo e alma?
Não é amor
Amor
É ganhar corpo e alma.



terça-feira, 1 de março de 2011

Anormais

Impressionante como não há mais dentro de nós a surpresa por mortes banais, todos os dias morrem pessoas, idéias, vontades, desejos, sonhos…E ninguém mais se assusta com isso, afinal virou normalidade despedaçar o corpo de alguém, e dá para os cachorros comer. Tamanha crueldade me faz pensar, em que nos tornamos? Ouço todos os dias falar de evolução, crescimento, tempo do “futuro”, mas não vejo isso se reproduzir humanamente, tecnologicamente tudo evolui, mas será que estamos preparados pra operar toda essa maquinaria evolutiva? Temos medo de dizer “não” a morte, “não” a matança, “não” ao medo, de dizer “não, eu não quero”…Alguém que não sabe dizer “não”, tem como dizer “sim”? Eu acho que “não”.Partindo disso abro minha reflexão sobre os últimos acontecimentos normais-banais mundiais, nacionais, regionais, é tanta banalidade que não cabe mais no jornal, teve-se que criar um jornal especifico pra essas expressões de desando,desigualdade, desequilíbrio e desamor, é a casa dos “dez”.Nós seres humanos somos “dez”.E pra completar tudo isso, ainda assistimos com nosso pão de cada dia a essa banalidade violenta, que abre nossas portas e torna tudo normal, é normal morrer e matar. O que não é mais normal é amar, só no surpreendemos agora com as reportagens que são expressões de seres que fazem diferente do que se vê.Ser bom hoje, é anormal.

Tudo tem um fim

Tudo tem um fim, um ponto final e um capitulo fatal”.




Qual o seu capitulo fatal? Aquele dia, aquele momento, aquele minuto em que tudo parou pra que seu capitulo aconteça. Todo mundo tem na vida um capitulo fatal, é um dia que toda tua estrutura cotidiana “cream crack”, simplesmente para, não faz mais sentido, porque está discorrendo nas suas veias, o seu capitulo fatal, você não come, não sente, não vê, até os cinco sentidos humanos param pra que ele ocorra… Tudo para. Cada um tem esse dia excepcional, pode ser o fim daquele namoro, que você não sabia o quanto era importante, pode ser a morte de um querido ser, não só morte referindo-se ao fim da vida, mas morte de ideologias, de carinho, de personalidade… A morte da mudança. Pode ainda ser o dia em que sua banda favorita acaba, em que seu grande amor casa, em que sua mãe corta sua mesada, quando roubam o seu carro, ou simplesmente quando o dia não está tão ensolarado como você queria.
A grande diferença das conseqüências, desse capítulo fatal, é o que você faz com ele, têm gente que torna ele permanente na vida, vedando até a distribuição de sorrisos, isso não resolve como também cria muito mais capítulos fatais na vida. Quando você aceita ele de cabeça erguida, lágrimas nos olhos, coração despedaçado (mas com a cola superbond na mão), e permite que ele seja só um capitulo, você aprende, cresce e se torna mais feliz, mas quando você deixa que esse capítulo vire uma minissérie sem fim, tipo “malhação”… O mundo, o seu mundo desanda, as pessoas se afastam você não acredita nem em você, nem em ninguém, perde o foco, e apaga o final feliz da sua vida. A dor é alimento da alma, porém é como doce, necessário na quantidade certa, quando você se acostuma e torna necessidade, ela vicia, e você se torna um outdoor da dor, e isso não é legalmente aceitável num mundo que necessita de felicidade e não tristeza.

Parafraseando Carlos Drummond de Andrade
“A dor é inevitável, o sofrimento opcional”

Qual meu lugar no bolo?

Meu lugar é justamente este, que estou ocupando, um lugar solitário e egoísta, todos nós habitantes desse grande mundo do século XXI, somos isso, solitários e por conseqüência egoístas, e é ai que está o grande problema.
Não se fala mais em conversas nas calçadas, afinal o mundo está perigoso demais, será que eu lutei para manter este mundo em paz?A violência é conseqüência de uma sociedade mal projetada e mal estruturada, onde as divisões são desiguais e desumanas, o que gera fome, miséria e, sobretudo frustração em quem ficou com a parte menor do bolo, do bolo do capitalismo. E esta frustração, gera revolta, e a válvula de escapo muitas vezes usada é a violência, esta infelizmente não é um sistema refinado e projetado, onde se pode selecionar “honestos” de “desonestos”, os “que fazem o bem” dos “que não fazem o bem”, a válvula de escapo utilizada atinge ao que vem a frente, como um trator, consome o que aparece primeiro, onde se pode atingir os olhos que vêem, como os olhos que não viam. E mesmo sabendo de tudo isso, eu deixei que a violência fosse gerada, quando coloquei aquele político inadequado para sua função, ou ainda, quando não cobrei o que deveria cobrar… Ou ainda quando alimento este grande bolo, ele é bem doce, e eu posso provar dele, que nunca sacia minha fome, mas quem não pode?Porque pensar em quem não pode? É mais fácil pensar em si mesmo, afinal, somos solitários, nossa única companhia é um computador frio, cheio de fios, mas ele sim me completa, ele é quem é o meu próximo, tão falado nas escrituras, pelo menos eu o trato como tal, a ele e ao seu sistema, veloz, rápido e eficaz. Preciso de rapidez, e não de companhia, não é? Companhia encontro nos bate-papos, nos msn’s, nos orkut’s, sei que são falsas companhias, mas suprem minha pequena necessidade do outro, porque a única necessidade que foi reduzida em mim, neste bolo, foi a necessidade do outro,porque todas as outras foram dilatadas, ao ponto de não ter um limite, o que é mesmo limite? O que é mesmo ética? Nesta sociedade atual, todos estes pontos tornam-se desconhecidos, moral, respeito, valores, são quase almas penadas negras que sobrevoam levemente ameaçando o crescimento da grande maquina, ameaçando a “evolução”… Evoluimos? Ou voltamos a ser como na era das cavernas, onde não havia lei, a lei era a força, hoje a lei é o dinheiro, quem vende mais, quem compra mais, esta é a lei, esta é a ética. Todo este discursso é muito interessante, nas rodas de conversa, nossa! Falar de solidariedade, de valores, de moral, é muito legal, mas quando saio, tomo uma coca gelada e volto a ser mais um tijolinho na construção desta maquina potente, é muito fácil falar que queremos um mundo novo, uma nova geração, uma nova revolução. É muito fácil esperar pelo outros, os outros fazerem a nova revolução, eu aplaudiria, mas as minhas mãos meus caros, não foram feitas para aplaudir, mas para trabalhar. Somente uma revolução maior do que atual pode curá-la, uma revolução delicada e fatal, que começa nos nossos pequenos atos, saber o que se comprar, de quem se compra saber o que se come, se negar a comer o que faz mal a todos, aproveitar mais o mundo que ainda temos pensar não só em mim, mas na minha geração, mas na próxima, e na próxima, e na próxima…Não somos suficientes sozinhos, só quando tivermos um pensamento do tamanho da força deste sistema é que conseguiremos realmente nos evoluir e ai então poderemos sentar novamente na calçada e conversar com nossos amigos de carne e osso, e coração.

Uma Loucura de Amor

O Amor por si só, já é uma loucura, o fato de você,pensar 24 horas numa pessoa não é normal,de você sentir o perfume dela a mil metros de distancia, de você reconhece-la em meio a uma multidão de milhares de pessoas…é não é normal,em situação normal seria humanamente impossivel.Mas quem disse que quando amamos somos meros humanos?Somos mais que isso somos loucos humanos, loucos de amor,o amor é magico, te faz voar e te faz também cair do vôo,te faz sorrir e te faz também chorar, te torna a pessoa mais feliz do mundo ou na sua falta a mais infeliz.
Quem explica o amor? Não conheço.Você já nasce sabendo amar, sabendo amar loucamente, porque neste mundo só os amores mais loucos sobreviverão.
Amemos loucamente para que nossa loucura de amor invada este mundo que hoje se encontra loucamente virado de pernas pro ar.